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Mostrando postagens com o rótulo COMUNIDADES TRADICIONAIS

Dia do Índio

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Essa gravura, como outras dos primeiros artistas e naturalistas europeus na América são retratos reais de culturas nativas. Aqui, os "Pehriska-Ruhpa da Banda Cão da tribo Hidatsa dos nativos americanos". A famosa ilustração é de Karl Bodmer para "Reise in das innere Nord-América em den Jahren 1832 bis 1834" para Maximilian zu Wied-Neuwied em sua segunda viagem áo continente. (Travels in the interior da América do Norte nos anos 1832-1834). As tribos e costumes foram retratados fielmente, e são o único testemunho de povos extintos nas décadas seguintes.

União Campo Cidade e Floresta

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Lideranças Terena, Kadiwéu, Guarani Kaiowá e Guarani Ñandeva Os povos do Mato Grosso do Sul são os que mais estão sofrendo com os ataques do Capital, especificamente do setor do agronegócio, que nos ultimos 10 anos já assassinou mais de 600 indígenas, mortos em conflitos fundiários. Curiosamente, o MS é um dos estados brasileiros que mais há casos de registros de terra maiores que a área dos municípios, o conhecido "beliche fundiário", que em muitos casos chega quase a mais de 30% registro a mais que a área de alguns municípios do MS. Isto comprova a ação conhecida como grilagem, onde os cartórios "esquentam" as documentações falsas de propriedade de terra. Diante do quadro de  violência  estabelecido contra a população autóctone do MS, com assassinatos de lideranças, principalmente dos povos Guarani Ñandeva e Kaiowá, assistimos a omissão do Estado brasileiro, quando não sua participação e negligencia na condução de investigação dos casos de assassinatos, ...

Olhar Antropológico: Povos Isolados

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Quando vejo uma foto como esta, reflito porque queremos mudar o mundo? E que tipo de mundo nós queremos criar? Um olhar antropológico tem muito a nos ensinar sobre nós mesmos. Olhar Antropológico: Povos Isolados Por Adelino de Lucena Mendes* Nem sempre a imagem que construímos em nosso imaginário, quando nos referimos a povos isolad os, converte para a realidade. Estas sociedades vivem em regiões distantes, terras ainda não alcançadas pelas frentes de expansão, hoje não mais nacionais e sim multinacionais, que avançam indeléveis sobre os últimos bolsões de terras "incógnitas". Fartas em recursos naturais e vida, das mais conhecidas e desconhecidas espécies. A diversidade das riquezas ainda a serem descobertas na Amazônia impressiona. Em meados dos anos 90, estudos apontavam que o número de espécies de peixes desconhecidas que poderiam viver nos afluentes do grande rio e nele próprio, representavam cerca de 60% de todas as espécies conhecidas no planeta.  ...

Nossa Homenagem a Zabelê Pataxó: A Anônima Missionária do Brasil

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Texto: Paulo Paiva Seu nome branco, Luciana Ferreira, mas na sua identidade Patáxó chamava-se Zabelê. Ela nasceu no Monte Pascoal, testemunhou a tortura e assassinato de seus pais bo Massacre de 1951. Andou errante com seu povo, por toda a sua vida, em busca de um canto de floresta para viver. Morreu ontem à tarde, aos 79 anos, refugiada no Parque Nacional do Descobrimento-  extremo sul da Bahia, sem o sonhado pedaço de chão brasileiro, que lhe fora dolorosamente arrancado, junto cmo as suas raízes. O POVO PATAXÓ ESTÁ DE LUTO ( Acesse o Blog Reserva Pataxó Aldeia Velha ) Ela nasceu no meio da mata do Monte Pascoal lá se criou (sempre morou no meio do mato, não gosta de morar no lugar cheio de gente, não sente se bem). Seu pai por nome de Emilio, para sustento da família, caçava e sua mãe Salvina cuidava para eles comerem, só que eram assados, eles não comia feijão, arroz, farinha, nada disso e nem conheciam essas coisas...

Morre a Pataxó Zabelê: Mãezinha do Brasil

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Em 2010, quando iniciamos a produção do documentário sobre o território do extremo sul da Bahia, intitulado “Impressões Nativas do Descobrimento” para o projeto 26 DOC´s da TVE-Bahia, sabíamos o que queríamos fazer: ouvir, entender, ampliar as vozes das comunidades tradicionais de índios, pescadores e pequenos agricultores do extremo sul da Bahia. O que eu, pessoalmente, não poderia imaginar, era que eu faria uma singela, e grande descoberta, e que me emocionaria muito. Partimos em busca da anciã Luciana Texeira, conhecida como Zabelê. Já havíamos determinado, que ela seria o personagem principal do filme. Tratava-se da mais velha índia Pataxó, e última testemunha do grande massacre de 1951, quando ainda pequena, presenciou a tortura e assassinato de seus pais. Diante de uma história de luta incrível, eu imaginava encontrar uma pessoa arredia, amarga eendurecida, mas encontrei Zabelê, anciã nativa, mulher frágil e delicada, de grande ternura nos olhos, ...

Comunidades atingidas pelo projeto da Bamin reclamam de descaso do governo

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Há 45 dias da audiência pública para apresentação do Relatório dos Impactos Ambientais da nova localização para um novo porto em Ilhéus, pequenos agricultores a tingidos pela nova poligonal e desapropriação , sentem-se ignorados, e inseguros. Afirmam, que não possuem as mínimas informações sobre o que pode acontecer com eles. Formaram uma comissão, e foram à luta para entender os acontecimentos repentinos que podem mudar radicalmente suas vidas. Reclamam que não receberam a devida atenção do governo, e que não foi realizado um diagnóstico adequado sobre o impacto em suas comunidades. U m impacto socioambiental inevitável em uma região agroflorestal. O mínimo que se pode fazer, é tratá-los com toda dignidade e respeito, ouví-los, entender o cotidiano e o que eles estão sentindo. Essa é a nossa população tradicional, de trabalhadores do campo, com longas jornadas de dificuldades, e a pressa do desensolvimento não deve atropelar o básico, que é inclusão social com respeito à identidade c...

Terras Quilombolas no Sul da Bahia

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O Ministério Público Federal na Bahia (MPF) em Ilhéus, ajuizou ação civil pública, com pedido de tutela antecipada, solicitando que o Incra conclua em três anos, o procedimento administrativo de identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas pelas comunidades remanescentes de quilombolas no sul da Bahia. A medida visa garantir a preservação da cultura negra, seu patrimônio cultural e os valores materiais e imateriais portadores de referência à identidade e memória das tradições afro-brasileiras. Em caso de descumprimento da decisão, o MPF pede a fixação de multa mensal de R$ 510,00, corrigida no momento do pagamento, em relação a cada família integrante destas comunidades – valor a ser revertido para enfrentamento das necessidades pessoais dos quilombolas. Na ação, o MPF solicita, ainda, que o cumprimento do artigo 2º da lei número 8.437/92 se dê com a realização de audiência, onde as partes poderão, eventualmente, convencionar prazos diversos p...

Violência e Intolerância no Assentamento em Ilhéus

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Antigamente o pau comia e ninguém via, ou fazia de conta que não sabia, mas tudo acontecia, dentro ou fora dos quartéis , tudo acontecia, quando nem assentamentos rurais se tinha. Tudo ficava por isso mesmo, o povo não tinha voz nem vez. Mas agora o Brasil tá se mexendo, se remexendo, e os movimentos sociais estão saindo das catacumbas. Ainda não temos uma justiça como precisamos, mas temos as leis e os grupos se acordando e se organizando. Essa organização dos mais fracos, aliada ao poder da comunicação vem lhes dando fôlego e crescente apoio político A sociedade vem se comprometendo com o combate a violência, e quanto menos os agressores esperam, são surpreendidos pela própria ignorância e desatualização da nova realidade brasileira em formação, aquela que está passando a não tolerar a intolerância. . Agora temos câmeras , gravadores, temos a tecnologia de comunicação a toda velocidade, temos os movimentos, as organizações, as redes de solidariedades , tudo se estruturando com mai...

MINHA ÁFRICA DO SUL DA BAHIA

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POR PAULO PAIVA . Ilhéus e Itacaré são importantes referências de negritude e de cultura negra afrobrasileira . E nessa área está surgindo e resurgindo um dos movimentos sociais mais importantes do Sul da Bahia . Diversos eixos de mobilização , organização, desenvolvimento de projetos tem sido perseguidos e aperfeiçoados. . Parabéns a esses guerreiros com ou sem cor, mas com consciência negra. Parabéns Jorge Rasta da Casa do Boneco de Itacaré , à Fabiana do Projeto Liderança Quilombola do Instituto Floresta Viva e Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial, que tem colaborado com o movimento em Itacaré , e que realizou um belíssimo intercâmbio (de ônibus e avião) levando nossas lideranças à Olinda, Campinas, Senhor do Bonfim, etc. . Parabéns a todas aos mais de 500 comunidades de terreiros , que ainda estão anônimas e sem reconhecimento, ao Jaco Galdino e Dó Santana do Movimento Cultural Arte Mãnha de Caravelas, e de forma toda especial, a todos os integrantes dos ...

Caminhada dos Índios Tupinambás 2009

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O Cururupe é um Sítio histórico que remonta ao século XVI. No local aconteceu o maior massacre indígena da história de Ilhéus, e um dos mais impressionantes da história das Américas, chamado de “A Batalha dos Nadadores”, e ocorrido em 1559. No episódio, os índios foram cercados pelos homens do terceiro governador geral do Brasil, Mem de Sá, foram massacrados e acuados na praia, morrendo a maior parte afogados nas areias grossas e ondas fortes. Os corpos foram extendidos um após o outro somando seis leguas de índios mortos. Mas o símbolo da história contemporãnea de lutas do Tupinambás de Olivença é marcada pelo episódio conhecido como “A Última Revolta do Caboclo Marcelino”, que remonta massacres ocorridos na década de 30, em função da imposição da construção da rodovia Ilhéus-Olivença, prevista por esse povo como uma ameaça a suas terras e seu povo. O cenário dos massacres foi a enseada do rio Cururupe , local onde fora construída uma ponte. . . A Enseada do Rio Cururupe é u...

Tupinambá de Olivença

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A história desse país está se reescrevendo em lugares como o Sul da Bahia, onde através dos séculos, comunidades tradicionais resistiram a todo tipo de opressão e exclusão. Os índios são um bom exemplo disto, e de um Brasil que precisa ser descoberto e compreendido. Os índios do sul da Bahia são um inacreditável acontecimento de martírio e abadono. Um genocídio em vários massacres sanguinários ocorridos à beira mar. Um deles, em 23 de setembro de 1559, comandado e narrado por Men de Sá, resultou numa fila de corpos extendidos de uma légua de índios, uns seis quilômetros e meio. O último massacre, no Cururupe, em 1927, que tem como símbolo de resistência,o Caboclo Marcelino, foi um duro golpe contra a Velha Aldeia dos Índios Tupinambá de Olivença. E foi "ao Deus dará" que poucos deles sobreviveram, à sombra de uma velha igreja erguida na colina. Nós nunca nos importamos com eles, que em pleno Século XXI, ainda vivem em condições de pobreza e exclusão diante da sociedade. Por i...