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Mostrando postagens com o rótulo IMPACTO AMBIENTAL

O Morro da Pedra de Santa Rita, depois do Incêndio.

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Era uma das matas mais íntegras, aquela que veste a Pedra de Santa Rita, a única serra entre o mar e o rio Almada na estrada Ilhéus-Serra Grande. Os que trafegam a estrada curtem sua visualização, como um dos melhores momentos paisagísticos do trajeto para observar um remanescente conservado da Mata Atlântica. A pequena serra, símbolo de várias lendas, o povo chama de Pedra de Santa Rita. Lá existem duas cavernas, diversas nascentes e um grande poço de água potável. A floresta mostrava integridade, com várias árvores centenárias e o sub-bosque conservado.  Essa paz acabou de repente com vários focos de incêndios que subiram morro, devastando ao final, 50% das árvores e 70% do sub-bosque da face leste da escarpa, atingindo uma parte da face oeste. O que perdemos não sabemos, á que não deve haver um levantamento florístico detalhado, anterior ao incêndio. Agora vamos acompanhar sua regeneração. O incêndio só foi contido com a decisão firme do proprietário da fazenda, a...

Invasão e Fogo no “Parque da Tulha”, uma floresta compensatória para o desmatamento do Porto Sul.

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Enquanto acordarmos e nos deparamos mais uma vez com o professor Rui Rocha no Bom Dia Brasil da TV Globo, bravo, e esperançosamente, tentando lembrar à opinião pública nacional que tem Mata Atlântica debaixo do projeto do Complexo Porto Sul, outro problema, pepino que não foi bem descascado nas audiências públicas do Complexo porto Sul permanece invisível, apesar de escandaloso, não fosse os blogueiros e outros beija-flores. As fotos que ilustram essa reportagem foram realizadas hoje. É mais um esforço de reportagem que comemora os sete anos desse seriado alternativo, que fiz para falar de coisas boas que essa terra tem, e que não se encontra em nenhuma outra. Possibilidades maravilhosas. Mas os tempos não são bons, e uma das paisagens mais famosas do litoral brasileiro pelo seu estado de conservação está coberta de fumaça. Há exatos vinte dias, o fogo consome o verde por dez quilômetros da rodovia Ilhéus-Itacaré entre a Vila Juerana, Joia do Atlântico e Ponta da Tulha. É um f...

Nuvens trazem esperança contra onda de incêndios em Ilhéus

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Nuvens adentram Ilhéus depois de 100 dias. O Sul da Bahia foi fortemente atingido pelo  El Niño  ( O fenômeno "Menino Jesus" ), barrando os ventos úmidos do litoral, e provocando uma estiagem, calor e sensação térmica aterrorizantes. Depois de mais de 100 dias sem chuva, nuvens finalmente conseguem penetrar o Sul da Bahia, mas a chuva ainda é escassa, e a previsão ainda é de continuidade da seca. Assim, o ponto mais úmido do litoral brasileiro vive um clima de Cerrado. Não conhecemos esse clima, pois a característica daqui é um céu com um corredor de nuvens carregadas contracenando com o brilho intenso do sol, e chuva sempre.  A seca tornou mais fácil a tendencia da população de tocar fogo nos remanescentes de mata atlântica para ocupação imobiliária e ampliação de pastagens. Essa combinação de seca histórica e do terrorismo socioambiental resultou na maior onda de incêndios já vistos na região.  O convite da seca fez parar as águas dos rios Cachoeira, Colon...

Invasão na APA da Lagoa Encantada e do Rio Almada destaca a necessidade de ordenação da ocupação territorial em Ilhéus

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Ir à Lagoa Encantada e voar sobre a APA nesta semana para novas fotos exclusivas revelou uma ocupação irregular escandalosa, que que até agora se manteve muito silenciosa. Durante a segunda audiência do EIA-RIMA do Porto Sul, a promotora pública da Bahia, Doutora Aline Valéria Archangelo Salvador apontou que era fundamental que políticas públicas antecedessem a instalação do complexo. Três anos depois, aconteceu muito pior que o imaginado, e as localidades previstas inicialmente para um aeroporto e novo porto tornou-se alvo de uma invasão de movimentos populares. São áreas públicas, e algumas delas, impróprias à ocupação. As invasões na APA da Lagoa Encantada e Rio Almada se apresenta como um manifesto popular, e uma forma de ocupar, e questionar a sociedade. Um ato coletivo de ocupação de áreas públicas, e de conservação, e não devemos esquecer que na mesma região, muitas propriedades privadas, também estão invadindo áreas de uso público, e descumprindo a legislação ambiental Alg...

O Porto Sul no Malhado

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Ilhéus teve uma lição em sua história. Seu povo foi enganado pelo governo militar com o projeto de um porto que mudaria seu futuro: o Porto Internacional do Malhado. O porto deixou um grande passivo ambiental e hoje encontra sérios problemas para continuar operando. Para piorar, sua ampliação implicará em mais degradação à qualidade de vida nessa histórica cidade. Quando soubemos da ideia do Porto Sul quatro anos atrás, logo percebemos que se tratava de algo inconcebível - escoar minério de ferro e atrair um polo industrial para dentro de uma Área de Proteção Ambiental, também Sítio histórico cultural, e marco de projetos pioneiros da conservação da Mata Atlântica e desenvolvimento sustentável. Todos sabem que o local menos impactante para um novo porto seria a zona sul do município de Ilhéus, e isto foi atestado pela Casa Civil do Estado da Bahia no estudo de viabilidade de localização. No entanto, o governo sabe que não pode com a FUNAI e os antropólogos, e desistiu dessa...

COELBA erra, se corrige e protege matinha centenária.

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por Paulo Paiva Essa reportagem é um pequeno estudo de caso sobre a proteção de uma pequena floresta, seus significados, e a importância do licenciamento ambiental participativo. A Fazenda Pirataquisse é uma das antigas fazendas de cacau de Ilhéus. A fazenda original está subdividida em várias  propriedades, mas o seu núcleo central ainda é administrado por herdeiros da terceira e quarta geração da família Paiva. A fazenda atravessou os ciclos econômicos regionais e a própria história do cacau, e tem   significado especial para a conservação de nosso patrimônio ecológico e histórico. Assim como as fazendas Almada e Primavera, a fazenda Pirataquisse agrega uma bagagem de estudos sobre a fauna e a flora da Mata Atlântica. Torre mais alta foi construída por orientação do Instituto de Estudos Sócio-ambientais do Sul da Bahia - IESB,  salvando uma floresta centenária na Fazenda Pirataquisse. Eu também sou proprietário de parte da antiga Pirataquisse, e foi mo...