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Mostrando postagens com o rótulo MATA ATLÂNTICA

O Brilho da Biodiversidade nas Fazendas do sul da Bahia

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 Os poucos remanescentes de mata íntegra no sul da Bahia são potes de ouro do conhecimento científico, cultural e da história da biodiversidade, além de ser um baú de novidades e inovação. Estudando os animais e plantas do mundo logo reconhecemos as fazendas dessa região, e suas excentricidades. Algumas logo se destacam com valiosas informações e grandes listagens de espécies, e plantas unicamente conhecidas dessas propriedades.    A Fazenda Almada (Uruçuca) tem pelo menos 602 registros de espécies, e alguns deles remontam a viagem de Carl Friedrich Philipp von Martius há 200 anos. Em Una, a Fazenda São Rafael elenca, ao menos, 247 espécies de 156 gêneros e 74 famílias registradas em 18 coleções botânicas. Doze destas já foram incluídas na lista vermelha de espécies ameaçadas do Brasil, incluindo dois tipos de Ingá ( Ingá aptera e Ingá grazielae ).     Já na Fazenda Pirataquissé (Banco da Vitória, em Ilhéus) teve uma base da Fundação Oswaldo Cruz para...

Parque Municipal da Boa Esperança

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SÉRIE ESPECIAL 1 SE TEM FISCAL TEM PARQUE    O Parque Municipal da Boa Esperança, área com com 473 hectares localizados em área continua à zona urbana e industrial de Ilhéus é uma relíquia que ainda não foi devidamente valorizada. A área é protegida por mais de cem anos , e possui um valor botânico que a maioria desconhece, e subestima. Ainda que hoje seja um elefante branco para a economia, e uma unidade de conservação cheio de problemas, assim que todos reconheçam suas riquezas virá a ser um dos locais mais visitados da cidade de Ilhéus. O que podemos comemorar hoje é a solidificação de uma guarda florestal atuante. A simples presença do fiscal faz com que o parque exista para a população. os fiscais e os amigos do parque são os primeiros elementos da identidade de uma área natural protegida, vivenciada em seu cotidiano. Por isso saudamos aqui a equipe de Guarda Parque, esses verdadeiros heróis anônimos, funcionários públicos que fazem grande esforço para ma...

Incendios no Litoral Norte de Ilhéus não param, e consolidam a destruição de uma floresta raríssima.

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Foto de Luciano Sanjuan    Minha floresta das preguiças, guiamuns, meu jardim dos cajueiros, mata alta de restinga na áreia de onde brota água, formando lagos - japaras. Não há outro lugar igual, seco e molhado, doce e salgado, a floresta ombrófila densa beija o mar. Ela é a floresta mais diversa, a mais rica da própria Floresta Atlântica, e de todo o planeta, e são os últimos testemunhos existentes da floresta no leste oriental do Brasil. Não é conversa mas ciência quando dissemos que milhares de espécies só são conhecidas dessa região, no meio desse caos, nesse cenário de devastação que mostra a falencia de uma estrada ecológica, aliada a projetos de conservação, e as promessas de desenvolvimento sustentável.     Mas um passeio de Ilhéus até Serra Grande no dia 19 de fevereiro de 2016, revelou de novo que os grandes incendios que tiveram seu auge em novembro último, pessistem e se agravam. Vi focos de incêndio florestal em praticamente todas as prin...

Alerta Vermelho: Rejeitos da Samarco alcançam Abrolhos?

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A notícia do dia é que, 37 dias depois de uma barragem de rejeitos da Mineradora Samarco se romper, os impactos iniciais ainda estão em curso, e, ao contrário das previsões começou a alcançar o mais importante santuário ecológico da plataforma continental brasileira, o Parque Nacional de Abrolhos . O maior Banco de Corais da América do Sul é o próximo local a receber o impacto da tsunami de lama que destruiu vidas, histórias, escancarou os problemas da mineração e da capacidade de fiscalização do governo. O Arquipélago de Abrolhos se localiza no Oceano Atlântico, no litoral sul da Bahia, a 250 km da foz do Rio Doce, e segundo o IBAMA, não chegaria aí. Mas a natureza é a natureza, e toda previsão que se pode fazer é trabalhar duro para mudar o rumo de um país que paga sempre um preço alto pelo uso insustentável de seus recursos naturais.

As imagens mais chocantes de 2015 para a Flora Neotropical

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  Não sobrou praticamente nada, e do que sobrou dessa floresta litorânea costeira é um tesouro da biodiversidade global. E foi através de imagens do extraordinário democratizador da história da cidade, famílias, paisagens e problemas de Ilhéus, e do sul da Bahia, José Nazal, cujo trabalho tenho grande admiração, que mais me impressionei em 2015. Imagens para uma reflexão sobre o futuro da conservação da biodiversidade em Ilhéus, aclamada no mundo por esta riqueza única, e que só existe aqui. Pois essas imagens estampam as feridas do incêndio que atingiu, nesse mês de novembro e dezembro, grandes áreas do pouco que resta de florestas remanescentes em poucos dias.   Dada a proporção do que resta de Mata Atlântica que em todo o nordeste (leste oriental do Brasil), e menos de 2% de florestas íntegras no município de Ilhéus, trata-se de uma devastação em larga escala. Precisamos mudar isso urgentemente e recuperar um pensamento, um planejamento territorial para Ilhéus. Precisamo...

Incêndio na Bacia do Almada são tão graves, quanto os do litoral.

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   O sul da Bahia vive seca histórica e uma onda de desmatamento causados pelo fogo. Faltando água em vários municípios, e o fogo queimando a única salvação dessa lavoura. A Área de Proteção Ambiental está em chamas há vários anos, e o problema do abastecimento vem se agravando ano a ano. No ´primeiro documentário que dirigi sobre a APA Lagoa Encantada, em 2002, num parceria com a bióloga Márcia Virginia, guardamos um depoimento extraordinário de Marco Luedy, um militante pela recuperação do rio Almada: "Nós temos dois problemas. O primeiro é de engenharia florestal, reflorestar as nascentes e recompor os nascedouros do rio, manter a água; e um segundo problema que é de engenharia, para armazenar e distribuir essa água.     Quem conhece a APA no seu interior sabe, que enquanto queima o litoral para a especulação imobiliária, queimam as florestas e cabrucas no interior para a expansão de pastagens. Se no litoral a fumaça é mais publicitária, certamente, no i...

A Cronologia da Fim de uma Floresta chamada de Rica, ou sua Proteção para o Futuro Próximo:"MP ajuíza ação para frear ocupações irregulares e incêndios na Ponta da Tulha" .

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   A notícia vem do Ministério Público do Estado da Bahia, que move ação desde o dia 14 de dezembro, exigindo dos órgãos competentes "frear as ocupações irregulares e incêndios na Ponta da Tulha". Não vai ser fácil mudar, e esse longo processo de ocupação irregular carece de um novo pacto regional, para que o sul da Bahia tenha um plano de ocupação e uso do solo que respeite a Biodiversidade, os Morros, a Cabruca, a Água doce, as Praias, Rios e Manguezais.    Estamos vivendo um retrocesso no sul da Bahia, quanto a proteção da Mata Alântica, e é visível que estamos voltando aos índices anteriores à Operação Descobrimento (1998), só que dessa vez, não apenas o uso da madeira está implicado, mas a supressão completa da floresta, uma realidade estampada nas mais de 100.000 hectares da  Área de Proteção Ambiental da Lagoa Encantada e do Rio Almada, e que ganha força com a crise econômica.   Esse é o momento decisivo da história do sul da Bahia, e o ce...

O Morro da Pedra de Santa Rita, depois do Incêndio.

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Era uma das matas mais íntegras, aquela que veste a Pedra de Santa Rita, a única serra entre o mar e o rio Almada na estrada Ilhéus-Serra Grande. Os que trafegam a estrada curtem sua visualização, como um dos melhores momentos paisagísticos do trajeto para observar um remanescente conservado da Mata Atlântica. A pequena serra, símbolo de várias lendas, o povo chama de Pedra de Santa Rita. Lá existem duas cavernas, diversas nascentes e um grande poço de água potável. A floresta mostrava integridade, com várias árvores centenárias e o sub-bosque conservado.  Essa paz acabou de repente com vários focos de incêndios que subiram morro, devastando ao final, 50% das árvores e 70% do sub-bosque da face leste da escarpa, atingindo uma parte da face oeste. O que perdemos não sabemos, á que não deve haver um levantamento florístico detalhado, anterior ao incêndio. Agora vamos acompanhar sua regeneração. O incêndio só foi contido com a decisão firme do proprietário da fazenda, a...

Invasão e Fogo no “Parque da Tulha”, uma floresta compensatória para o desmatamento do Porto Sul.

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Enquanto acordarmos e nos deparamos mais uma vez com o professor Rui Rocha no Bom Dia Brasil da TV Globo, bravo, e esperançosamente, tentando lembrar à opinião pública nacional que tem Mata Atlântica debaixo do projeto do Complexo Porto Sul, outro problema, pepino que não foi bem descascado nas audiências públicas do Complexo porto Sul permanece invisível, apesar de escandaloso, não fosse os blogueiros e outros beija-flores. As fotos que ilustram essa reportagem foram realizadas hoje. É mais um esforço de reportagem que comemora os sete anos desse seriado alternativo, que fiz para falar de coisas boas que essa terra tem, e que não se encontra em nenhuma outra. Possibilidades maravilhosas. Mas os tempos não são bons, e uma das paisagens mais famosas do litoral brasileiro pelo seu estado de conservação está coberta de fumaça. Há exatos vinte dias, o fogo consome o verde por dez quilômetros da rodovia Ilhéus-Itacaré entre a Vila Juerana, Joia do Atlântico e Ponta da Tulha. É um f...